Em um webinar recente da Wawiwa, realizado em 21 de janeiro de 2025, exploramos a escassez de talentos em tecnologia na Europa, destacando como as baixas taxas de natalidade afetam a matrícula de estudantes e a força de trabalho, e como atrair estudantes internacionais pode ajudar a preencher vagas de tecnologia com alta demanda. Discutimos a requalificação, o aperfeiçoamento profissional e o papel da empregabilidade na mobilidade estudantil, compartilhando dicas práticas para governos, universidades e centros de treinamento para atrair e reter estudantes internacionais.
Assista à gravação do webinar agora!
Os palestrantes
Dra. Janet Ilieva, fundadora e diretora da Education Insight
Janet é uma economista com 20 anos de experiência internacional em pesquisa educacional e análise de políticas, especializada em mobilidade global de estudantes e educação transnacional. Sua pesquisa baseada em evidências informa estratégias para governos, universidades e organizações internacionais, impulsionando políticas que moldam o cenário global do ensino superior.
Lucas Cepero, fundador e diretor do Conselho Internacional de Educação (ICEDU)
Lucas é especialista em educação internacional e colabora com instituições para promover parcerias internacionais, melhorar o acesso à educação e apoiar o desenvolvimento de talentos. Lucas tem o compromisso de moldar estratégias que atraiam estudantes internacionais e atendam às demandas em evolução da força de trabalho.
Leah Mansoor, vice-presidente de desenvolvimento de negócios da Wawiwa Tech
Leah tem mais de 15 anos de experiência no desenvolvimento de negócios globais e na condução de operações internacionais. Ela liderou a criação de novas unidades de negócios, criou parcerias estratégicas e refinou estratégias de mercado. Leah é apaixonada por promover a colaboração intercultural e impulsionar o crescimento internacional na educação e nos negócios.
Dra. Janet Ilieva, fundadora e diretora da Education Insight
Janet é uma economista com 20 anos de experiência internacional em pesquisa educacional e análise de políticas, especializada em mobilidade global de estudantes e educação transnacional. Sua pesquisa baseada em evidências informa estratégias para governos, universidades e organizações internacionais, impulsionando políticas que moldam o cenário global do ensino superior.
Lucas Cepero, fundador e diretor do Conselho Internacional de Educação (ICEDU)
Lucas é especialista em educação internacional e colabora com instituições para promover parcerias internacionais, melhorar o acesso à educação e apoiar o desenvolvimento de talentos. Lucas tem o compromisso de moldar estratégias que atraiam estudantes internacionais e atendam às demandas em evolução da força de trabalho.
Leah Mansoor, vice-presidente de desenvolvimento de negócios da Wawiwa Tech
Leah tem mais de 15 anos de experiência no desenvolvimento de negócios globais e na condução de operações internacionais. Ela liderou a criação de novas unidades de negócios, criou parcerias estratégicas e refinou estratégias de mercado. Leah é apaixonada por promover a colaboração intercultural e impulsionar o crescimento internacional na educação e nos negócios.
O impacto das baixas taxas de natalidade na matrícula de alunos e na força de trabalho da Europa
A Europa está enfrentando um declínio demográfico, com taxas de natalidade menores do que o necessário para uma população estável. Essa tendência tem um impacto direto na matrícula de alunos e, por sua vez, no pool de talentos disponíveis para a força de trabalho. A taxa média de natalidade na Europa é de 9 por 1.000 pessoas, uma redução de quase 6% em relação a 2022. São necessários de 12 a 13 nascimentos para cada 1.000 pessoas para manter a população de uma nação. Abaixo estão alguns exemplos de países europeus com taxas de natalidade extremamente baixas.
A Dra. Janet Ilieva enfatizou que esse declínio afeta tanto as instituições de ensino superior quanto o mercado de trabalho: "Se considerarmos os dados das Nações Unidas sobre jovens de 18 anos - aqueles que provavelmente se matricularão em uma universidade -, veremos que os declínios provavelmente persistirão nas principais economias da Europa." Janet destacou que, além da Turquia e da Rússia, nenhum país europeu está entre os 20 melhores do mundo em termos de número de jovens de 18 anos, deixando claro que a Europa precisa olhar para além de suas fronteiras para sustentar sua força de trabalho.
Além disso, a diminuição do número de matrículas em cursos STEM é uma preocupação fundamental. Em alguns países europeus, menos de 30% de estudantes buscam campos STEM, enquanto em países não europeus, como a China, esse número chega a quase 50%. Os participantes do painel discutiram o fato de que o menor número de estudantes nas áreas STEM contribui para a escassez de profissionais de tecnologia na Europa, reforçando a urgência de atrair estudantes internacionais. De acordo com os dados, os estudantes internacionais têm maior probabilidade de obter diplomas em STEM do que os locais.
Requalificação e aprimoramento técnico: Uma necessidade crítica
Embora trazer estudantes internacionais seja parte da solução, também é importante requalificar e aprimorar a força de trabalho existente para empregos e habilidades tecnológicas. Como a tecnologia evolui rapidamente, muitos profissionais acham que suas habilidades estão desatualizadas, e ainda não há oportunidades suficientes para programas de treinamento estruturados para acompanhar as necessidades do setor.
Leah Mansoor enfatizou a importância da educação contínua: "Não basta olhar para os recém-chegados ou para os estudantes mais jovens para preencher a lacuna de talentos tecnológicos - é preciso analisar a força de trabalho existente e como ela pode ser adequadamente treinada e se encaixar no mercado de trabalho da tecnologia." Leah destacou que as empresas europeias precisam priorizar programas de requalificação e aprimoramento tecnológico para ajudar seus funcionários a manter suas capacidades de contribuição.
Os participantes do painel destacaram que a migração e a mobilidade da força de trabalho na UE desempenham um papel importante na formação da disponibilidade de talentos em tecnologia. Com os profissionais se mudando para países com salários mais altos ou deixando a Europa em busca de melhores oportunidades em lugares como os EUA, torna-se ainda mais essencial investir em programas de treinamento em tecnologia que ajudem os profissionais a se adaptarem ao cenário digital em rápida mudança.
Empregabilidade como um fator-chave na mobilidade estudantil
Uma das maiores motivações para os estudantes internacionais estudarem no exterior é a promessa de oportunidades de emprego. As instituições de ensino superior que oferecem fortes oportunidades de trabalho pós-estudo tendem a atrair mais estudantes internacionais, pois eles priorizam as perspectivas de carreira ao escolher um destino.
A Dra. Janet Ilieva destacou o impacto da empregabilidade nas decisões dos alunos: "As oportunidades de trabalho pós-estudo são um grande fator determinante. Países como o Reino Unido viram um platô na demanda de estudantes internacionais quando descontinuaram os vistos de trabalho pós-estudo, mas depois de reintroduzi-los, a demanda disparou." Ela enfatizou que os alunos estão procurando programas que não apenas ofereçam educação de qualidade, mas também caminhos claros para o emprego.
Os países que permitem que os estudantes internacionais obtenham experiência de trabalho após a graduação terão uma chance maior de reter esses talentos e resolver a falta de talentos. Os países europeus que receberem a maior parte dos talentos tecnológicos terão as economias mais fortes na era digital e de IA.
Dicas práticas para universidades e centros de treinamento para atrair estudantes internacionais
Para atrair e reter estudantes internacionais, as universidades e os centros de treinamento devem se adaptar ao cenário educacional em constante mudança. O webinar forneceu informações valiosas sobre o que as instituições educacionais podem fazer para se tornarem mais atraentes para os talentos internacionais.
- Ampliar as opções flexíveis de aprendizado: As instituições devem considerar a possibilidade de vários ingressos ao longo do ano, em vez de se limitarem ao início tradicional em setembro. O aprendizado modular, a educação combinada e as microcredenciais podem atrair uma gama maior de alunos.
- Fortalecer as parcerias com o setor: A colaboração entre universidades e empresas de tecnologia garante que os programas permaneçam relevantes para as necessidades do mercado. Lucas Cepero enfatizou, "Se não nos comunicarmos com o setor, corremos o risco de treinar alunos para empregos que não existem mais." Programas práticos e alinhados ao setor podem ajudar a preencher essa lacuna.
- Aumentar as oportunidades de trabalho para os alunos: Os governos e as instituições devem garantir que os estudantes internacionais tenham acesso a estágios, programas cooperativos e permissões de trabalho na pós-graduação. A Alemanha adotou medidas para simplificar os processos de visto para talentos tecnológicos, dando um forte exemplo para outras nações europeias. O Canadá está fazendo o mesmo na América do Norte
- Aprimorar os serviços de suporte para alunos internacionais: Além dos estudos, as instituições devem se concentrar em oferecer moradia acessível, assistência para obtenção de visto e orientação profissional para tornar seu país um destino mais atraente para os alunos que desejam construir um futuro na área de tecnologia.


